AMNOR unida, Noroeste forte
![]() |
A presidente da AMNOR Tânia Menezes Lepesquer, aproveitou o momento para aprofundar os debates sobre cada uma das reivindicações apresentadas |
Prefeitos da Associação dos Municípios do Noroeste de Minas, estiveram reunidos no último dia 06 de fevereiro, na sede da entidade em Paracatu, para um encontro com o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade. Assessorados pela AMNOR, os prefeitos redigiram uma carta de reivindicações voltadas para os interesses do Noroeste Mineiro, e que seria então entregue ao representante do chefe do Executivo Mineiro. Por questões climáticas o avião do Governo de Minas, não pode deslocar de Belo Horizonte e desta forma o encontro com Antônio Andrade, não aconteceu. Os prefeitos entenderam a situação e a presidente da AMNOR Tânia Menezes Lepesquer, aproveitou o momento para aprofundar os debates sobre cada uma das reivindicações apresentadas. Ao final do encontro, o documento foi melhor pontuado, o que mostra a preocupação dos prefeitos da AMNOR, em buscar o desenvolvimento regional. “Por meio dessa carta, apontamos as principais demandas de toda a região noroeste e a partir das questões esboçadas, vamos apresentar as mesmas ao novo Governo de Minas, que em pouco tempo, já mostrou sensível aos problemas de todo o estado.”, afirmou Tânia Menezes, presidente da AMNOR.
Tânia Menezes Lepesquer, aproveitou o momento para aprofundar os debates sobre cada uma das reivindicações apresentadas
Presidentes de Câmaras e vereadores de vários municípios também participaram desta importante reunião.
Um novo encontro com o vice-governador Antonio Andrade irá aconteceu na próxima sexta-feira, 13 de feveiro, na sede da AMNOR em Paracatu.
Governo Pimentel defende desenvolvimento territorial com planejamento e participação social
Um Estado com foco no desenvolvimento territorial, planejamento e participação social.
Antônio Andrade garantiu que o governo vai manter um diálogo franco e aberto com a sociedade
A iniciativas do prefeitos que compõe a ANMOR, vem de encontro com as políticas públicas a serem implementadas no novo Governo de Minas. Isso ficou provado na mensagem encaminhada domingo (1/02), pelo governador Fernando Pimentel à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, durante posse dos 77 deputados estaduais eleitos para a 18º Legislatura. A leitura da carta foi feita pelo vice-governador Antônio Andrade, representante do chefe do Executivo Mineiro.
Além de reafirmar o compromisso do Governo Pimentel de alcançar o equilíbrio fiscal, com base no controle dos gastos e observando a capacidade de arrecadação, o texto é um breve diagnóstico do presente e a reafirmação de algumas propostas para o futuro de Minas. “Nos últimos 12 anos, sob a égide do Choque de Gestão, foi prometido aos mineiros um Estado enxuto e eficiente, calcado em estratégias de planejamento que melhorariam a vida da população. Os resultados efetivos, porém, apontam, de maneira inequívoca, a ausência de um resultado estruturador para o desenvolvimento de um Estado integrado. Os indicadores econômicos colocam Minas em situação preocupante, perdendo competitividade e com uma das maiores dívidas do país”, diz a mensagem.
Erradicação da pobreza
De acordo com o novo Governo, para alterar esse quadro são necessárias políticas sociais integradas que interrompam o ciclo de reprodução da desigualdade. “É necessário que o Estado reassuma a função de articulador de um conjunto de políticas que visem à erradicação da pobreza extrema e à ampliação de oportunidades e de proteção social no sentido amplo da garantia de direitos” afirmou o vice-governador Antônio Andrade.
A carta ainda defende que a concepção de governo, na qual a gestão comanda o planejamento, e não o contrário, “merece ser revista”. “Esta mudança irá estabelecer a primazia do planejamento sobre a gestão, que continua uma condição fundamental para o desenvolvimento de longo prazo”, completou Antônio Andrade.
Outro compromisso de mudança é a participação popular no planejamento das ações de governo, por meio de audiências regionais e a expansão dos conselhos estaduais, que hoje “funcionam mal, mesmo em áreas tradicionais como a saúde e a assistência social”. A mensagem cita as audiências regionais como importante inovação democrática introduzida em Minas nos anos 1990, mas com pouco efeito prático. Em média, menos de 15% das propostas do Programa Plurianual de Ação Governamental participativo foram implantadas.
“A ausência de instituições de controle social e de participação explicam, em parte, este hiato entre a posição econômica do Estado e sua posição no ranking de desenvolvimento social. Por isso é essencial reorganizar o sistema de governo e de administração no Estado, integrando, fortemente, a participação no modo de organização do governo”, destaca o texto.
Diálogo com a sociedade
O Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) deve ser fortalecido e transformado em espaço efetivo de pactuação das grandes linhas políticas do governo. “É importante que líderes empresariais e sindicais de referência tenham um lugar para conversar entre si e com o governo”, disse o vice-governador. Andrade encerrou a carta saudando os novos parlamentares com votos de uma “sessão legislativa plena de realizações”.
UNAI NET
Vinícius Campos 9 de fevereiro de 2015
Reportagem: Eurípedes Santana
Comentários