UBSF Canaã I e III desenvolve cartilha para orientar moradores no combate ao Aedes
Agentes comunitários de saúde percorrem várias residências ao longo do an
Educar para prevenir. Quando se fala em Aedes aegypti, simples cuidados podem ser essenciais para combater o mosquito transmissor de doenças como dengue, zica, febre amarela e chikungunya. Pensando nisso, equipes da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) Canaã I e III desenvolveram uma cartilha para orientar os moradores do bairro e ajudar a eliminar de vez os focos do Aedes dentro das residências.
A iniciativa foi desenvolvida em janeiro deste ano. Desde então, os agentes comunitários de saúde percorrem as residências dos moradores para conscientizar a população. De acordo com uma das coordenadoras da unidade, Grazielly Freitas, ação já alcança resultados positivos junto à comunidade da área de abrangência.
“É um trabalho que foi pensado com o intuito de ampliar a informação para as pessoas e aumentar as ações combate aos focos do mosquito transmissor. Envolvemos todas as pessoas, inclusive aquelas da terceira idade que não conseguem mais ler. Para isso, os agentes vão até as casas e ajudam os moradores a identificar os possíveis locais de criadouros. É um trabalho sócio-educativo que tem surtido efeito em nossa área de abrangência, sem deixar de mencionar o apoio do Centro de Controle de Zoonoses, principalmente em setores mais críticos”, destacou.
Portas abertas para os agentes
Para a dona de casa Iolanda Cardoso de Freitas, a visita dos agentes comunitários de saúde garantiu uma mudança de hábitos dos próprios moradores, que passaram a compartilhar do serviço de combate ao mosquito transmissor. “Acho muito boa a iniciativa para toda a população, a começar de nós. Sei que a cartilha foi fundamental, porque fez com que a gente se sentisse no compromisso de passar isso para as outras pessoas”, relatou.
Quem também não deixa mais água parada em casa é o aposentado Abelírio Pinheiro da Silva. “Gosto muito de ver o trabalho do pessoal e fazer parte disso é gratificante. Acho que cada pessoa tem a sua responsabilidade nesse assunto e, por isso, sempre mantenho a casa limpa e abro as portas para os profissionais. São pessoas muito atenciosas conosco e que nos ajudam bastante”, disse.
Principais focos estão em residências
De acordo com o último Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado em outubro, os principais focos do mosquito transmissor estão nos domicílios. Dos criadouros localizados nas residências, 83% foram encontrados nos quintais e corredores, e 17% estavam em salas, cozinhas e banheiros (principalmente em vasos sanitários). Com visitas em moradias, ações, de bloqueio, retirada de pneus, entre outras ações, o número de casos de dengue sofreu uma queda de 82% nos últimos dez meses, enquanto os de chikungunya reduziram 89% no município.
Ações intensificadas no período chuvoso
Segundo o coordenador do programa de Controle da Dengue do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), José Humberto Arruda, a cartilha desenvolvida pela UBSF Canaã I e III é mais uma forma de ampliar a conscientização e intensificar o combate ao Aedes aegypti, principalmente no período chuvoso.
“Existe um problema grave em relação ao controle do Aedes que é a permanência de ovos do mosquito que têm um poder de dormência e podem ficar viáveis por até 450 dias. Por isso, intensificamos as ações, para que quando chegue este período chuvoso, não tenhamos uma infestação. O CCZ mantém 14 ações desenvolvidas ao longo do ano para eliminar esses focos, além da divulgação em escolas, empresas, visitas em residências e atividades em parceria como essa junto à UBSF, que também ajuda bastante, sempre atento com a Vigilância Sanitária para verificar onde o problema mais se destaca”, afirmou.
01/12/2017
PJ Godoy


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