Epamig ILCT conquista prêmio nacional em pesquisa sobre propriedades medicinais do queijo

Corante bioativo aplicado do queijo prato ajuda a prevenir doenças e lesões oculares, como a catarata e a degeneração macular
Foto (crédito): Divulgação / Epamig
Uma pesquisa que identificou a aplicação de corante bioativo no queijo prato para prevenir doenças oculares, feita na Epamig Instituto de Laticínios Cândido Tostes, conquistou o primeiro lugar no 11º Prêmio Saúde 2017, da revista Saúde e da Editora Abril. O estudo venceu na categoria Tecnologia de Alimentos entre diversos trabalhos de todo o país.
A solenidade de premiação aconteceu essa semana, em São Paulo. O chefe do Instituto de Laticínios Cândido Tostes, Cláudio Furtado Soares, recebeu o troféu, representando a equipe de pesquisadores Denise Sobral, Renata Costa, Junio de Paula, Vanessa Teodoro (UFJF), Gisela Machado e Elisângela Miguel.

O trabalho foi avaliado por comissão julgadora do prêmio, formada por profissionais especializados na área de tecnologia de alimentos e também por voto popular no site da revista.
"O Prêmio Saúde/Nutrição representa muito para toda a equipe. Temos o compromisso de aplicar o conhecimento para a melhoria da qualidade de vida da sociedade e, nesse sentido, a pesquisa exige que estejamos sempre voltados a identificar as demandas e necessidades das pessoas e de que forma podemos contribuir para isso", ressalta a pesquisadora Denise Sobral.
O estudo
De acordo com os estudos, o queijo prato pode ser mais um aliado na prevenção de doenças e lesões oculares, como a catarata e a degeneração macular, que chega a causar cegueira em pessoas com mais de 65 anos.
A utilização de corantes bioativos na fabricação do produto, como a luteína em substituição ao urucum, foi testada pela Epamig Instituto de Laticínios Cândido Tostes com resultados positivos.
"Substituímos o corante de urucum, tradicionalmente utilizado durante a fabricação do queijo prato, por corante luteína, com propriedades antioxidantes que evita essas doenças. Os resultados apontaram a absorção de 6mg de luteína em cada 100g de queijo, quantidade necessária para uma dieta diária de reposição dessa substância no organismo; e o melhor, sem alterar o sabor do produto", revela a pesquisadora, que desenvolveu o projeto durante três anos.
Denise explica que o queijo prato é o segundo mais consumido no Brasil e a utilização da luteína pode trazer benefícios à saúde, sem alterar os hábitos da população.
A luteína é um dos principais pigmentos maculares contidos na retina humana, sendo responsável por duas funções fundamentais: proteger a mácula contra o estresse oxidativo e filtrar a luz azul de alta energia, melhorando a acuidade visual.
Por meio desses mecanismos, acredita-se que a substância possa contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de catarata e de degeneração macular relacionada à idade.
Como a luteína não é sintetizada pelo organismo humano, é necessário que seja suprida por meio da alimentação. A dose mínima de luteína a ser ingerida para que tenha efeitos benéficos à saúde é de 6mg diárias.

Foto (crédito): Divulgação / Epamig
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