Indústria mineira apresenta recuo em abril
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Em abril o faturamento real da indústria mineira apresentou retração de 13,91%, na comparação com março. Dentre os 16 setores pesquisados todos mostraram recuo no indicador, sendo o setor de Veículos Automotores o que mais influenciou, com -4,44 p.p., seguido do setor de Metalurgia, com -3,86 p.p.. O setor que mostrou a maior variação negativa foi o de Celulose e Papel (-40,62%). Após ajuste sazonal o recuo foi de 7,14%.
O emprego apresentou recuo de 1,75%, sendo que 13 dos setores pesquisados mostraram queda. A maior influência negativa foi do setor de Produtos de Metal (-0,82 p.p.) e de Veículos Automotores (-0,28 p.p.). Produtos de Metal também apresentou a maior variação negativa (-11,76%). Em termos dessazonalizados o emprego caiu 1,79%.
Os indicadores de produção – horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada – também mostraram redução, de 4,00% e 0,62 p.p., respectivamente. A primeira variável registrou decréscimo em 11 setores analisados, e a segunda em 10. O setor que mostrou maior influência e variação negativas nas horas de produção foi o de Veículos Automotores, com -2,05 p.p., e queda de 20,14%, respectivamente. Livre das influências sazonais as horas trabalhadas recuaram 1,42% e a utilização da capacidade instalada retraiu 0,91 p.p..
Ainda no mês de abril a massa salarial real diminuiu 8,08%, sendo que 14 dos 16 setores pesquisados acompanharam o resultado.
O setor de Metalurgia apresentou a maior influência (-3,73 p.p.), enquanto o setor de Celulose e Papel (-35,78%) mostrou a maior variação negativa. Os dados dessazonalizados mostraram queda de 1,54%. O rendimento médio real reduziu 6,45%, e dentre os setores pesquisados 11 mostraram retração. Retirando o efeito sazonal, a variável mostrou relativa estabilidade.
Os setores de destaque foram os de Veículos Automotores, Produtos de Metal, Metalurgia e de Máquinas e Equipamentos.
O faturamento real do setor de Veículos Automotores retraiu 20,96% em abril, diante de março, reflexo da queda nas vendas para o mercado interno e externo. As horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada decresceram 20,14% e 1,26 p.p., respectivamente, influenciadas pelo recuo no nível de emprego (-2,34%), que reduziu em decorrência do decréscimo na produção. Outro fator que contribuiu para a retração nas horas foi o menor número de dias úteis no mês, tanto em função dos feriados quanto das paradas técnicas em algumas empresas. A massa salarial (-10,11%) apresentou redução superior à queda no emprego, justificando o decréscimo de 7,96% no rendimento médio real dos funcionários do setor.
Em abril o setor de Produtos de Metal apresentou queda em todas as variáveis analisadas, exceto no rendimento médio (2,23%). O decréscimo no emprego (-11,76%) em proporção superior ao recuo na massa salarial (-9,79%) determinou esse resultado. O faturamento retraiu 26,61%, em função do menor número de entregas de estruturas metálicas para o mercado nacional. Como consequência do desaquecimento na demanda, o recuo no nível de emprego, associado ao menor número de dias úteis, provocou a diminuição nas horas de produção (-10,85%) e na utilização da capacidade instalada (-2,15 p.p.) no mês.
O setor de Metalurgia apresentou recuo de 18,90% no faturamento em abril, com relação ao mês de março. A redução de pedidos para o mercado interno e externo aliado ao elevado nível de estoques por parte dos clientes motivou a queda. Houve diminuição de 0,32% no emprego e de 24,59% na massa salarial, o que acarretou queda de 24,34% no rendimento médio real. A redução nas remunerações foi provocada pelo pagamento de participações nos lucros e resultados no mês de março.
Enquanto as horas trabalhadas na produção cresceram 9,99%, o nível de utilização da capacidade instalada recuou, passando de 75,60% em março para 73,57% em abril. No entanto, essas informações não podem ser consideradas divergentes, em virtude da grande realização de horas de manutenção.
No mês de abril o setor de Máquinas e Equipamentos apresentou recuo de 16,71% no faturamento, em virtude da queda nas vendas para o mercado interno. A redução de pedidos vem ocorrendo devido à retração na produção dos principais clientes do setor. No acumulado do ano até abril a queda no faturamento real atingiu 52,00%, enquanto a produção reduziu 32,4% no primeiro trimestre do ano, segundo dados do IBGE, na comparação com o mesmo período no ano anterior. Para se adequar a patamares mais baixos de vendas e de produção o emprego do setor diminuiu 5,23% no mês, e os indicadores de horas trabalhadas e de utilização da capacidade instalada reduziram 16,68% e 5,18 p.p., respectivamente. Consequentemente a massa salarial (-12,16%) e o rendimento médio real (-7,31%) também apresentaram recuo.
Davi Thielmann Steigert I Analista de Comunicação
FIEMG - Regional Vale do Paranaíba
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